Sabe quando você pega estrada pelo interior e vê aqueles pastos secos cheios de cupinzeiros? São pastagens muito degradadas! Os cupinzeiros aparecem especialmente em pastos que foram queimados, mal manejados e pastejados além da capacidade que a forrageira conseguia alimentar os animais e rebrotar ao mesmo tempo.

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Podemos fazer essa relação porque já descobrimos que o húmus é a “criptonita” dos cupins. Húmus, igualzinho aquele da composteira de lixo orgânico que usamos como biofertilizante em hortas e jardins.

Os solos de regiões tropicais, como a maioria do Brasil, são naturalmente grandes composteiras. Nas florestas (sim, originalmente era quase tudo floresta) as folhas das árvores caem e são decompostas no solo ciclicamente. Quando removemos as árvores para dar lugar ao pasto, principalmente sem cuidado algum com o manejo, desaparece junto toda uma diversidade de animais, vegetais, fungos e micro-organismos responsáveis por essa decomposição frequente na natureza.

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Com a infestação dos cupins, dizemos que o pasto foi atacado por uma “praga”. Ao invés de nos esforçarmos em vencer a batalha, esses insetos deveriam ser vistos como mensageiros  que nos avisam que algo não está sendo feito de acordo com as leis naturais e o esforço deve ser pra corrigir o causador desse distúrbio. Plante algumas árvores, seu sistema todo irá agradecer!

Fonte: Manejo ecológico de pragas e doenças – Ana Primavesi

One thought on “Relação cupim e pasto

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